Maria, exemplo de mulher, ganha data no calendário litúrgico

O país em festa celebra hoje (8) o Dia da Mulher. São muitos os motivos a se comemorar: elas veem conquistando espaço no mercado de trabalho, na política e estão engajadas no compromisso de lutar diariamente em busca da igualdade.

Para os cristãos, há um exemplo magnífico de mulher a ser seguido a se inspirar: Maria. E neste Dia da Mulher, a Igreja brinda a data com um anúncio importante.O Papa Francisco publicou no último diA 3, um decreto que determina a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral, a ser comemorada na segunda-feira depois da celebração de Pentecostes.

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se no decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o cardeal Robert Sarah.

O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto “Ecclesia Mater”: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.

“Considerando a importância do mistério da maternidade espiritual de Maria, o Papa Francisco estabeleceu que na segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o cardeal.

De acordo com o Decreto, em que a celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode continuar a ser celebrada desse modo.

“O desejo é que esta celebração, agora para toda a Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a contemplar no silêncio”.

 MARIA E A LUTA FEMININA

 Até os mais céticos hão de concordar na força feminina de Maria. Ela vendeu barreiras e preconceitos para conceber o seu filho gerado pelo Espírito Santo; para defender a vida de Jesus e se impor em uma sociedade altamente machista. Os tempos mudaram, os desafios não. É fato que as mulheres conseguiram muitas transformações positivas, no entanto, muitas outras estão por vir, dentre elas: igualdade de direitos e salários, o empoderamento de suas vidas e o respeito masculino de entender que o corpo feminino pertence somente a ela.

Pelo amor incondicional que Nossa Senhora cultiva por cada indivíduo, é importante aconselhar que os homens reflitam sobre o cuidado que estão tendo com as mulheres. Que eles não continuem a ‘chagar’ o coração da ‘Mãe Querida’, praticando violência física ou emocional contra elas. Cada lágrima feminina também escorre no rosto de ‘Maria’, que por sua condição de gênero, entende muito bem que as mulheres não são o ‘sexo frágil (como muitos homens consideram), mas são as ‘representantes de um sexo forte’, apenas fragilizado por um grupo machista e desleal com os ensinamentos de Jesus, que não as fez melhores que os homens, apenas iguais.