Lar investe em qualidade de vida para idosos

São 15h na Casa de Repouso Bem-viver ‘Divina Vieira’, em Iguatama (MG). Os idosos não estão em camas e muito menos ociosos. Pelo contrário, um grupo canta músicas antigas em frente a uma enorme TV instalada no refeitório. Durante todo o dia, o equipamento fica ligado e a trilha sonora é decidida pelos 26 idosos que moram no local. Esta é uma das iniciativas implementadas pela diretoria da instituição com o foco de oferecer bem-estar e qualidade de vida aos internos. “Nós fazemos projetos simples, nada muito caro, mas que dão muitos resultados. Priorizamos atividades que façam nossos idosos se sentirem úteis e felizes dentro de nossa instituição, valorizando cada um deles”, explica o confrade Daniel Luiz Vieira, presidente da instituição.

Como a individualidade dos internos é respeitada, a diretoria e funcionários também encontraram uma forma criativa para, por exemplo, definir copos. Cada interno tem o seu. O copo vem acompanhado com uma tag (uma espécie de plaquinha) com o nome e bolinhas coloridas. Cada cor tem um significado: uma indica paciente diabético, outra hipertenso e assim por diante. A medida facilita muito o trabalho dos funcionários, que servem os alimentos de acordo com o que o idoso pode ingerir.

CENTRO DE CONVIVÊNCIA

Mas o que mais tem causado alegria entre os idosos asilados é a inauguração de um Centro de Convivência, ocorrida no último dia 26 de maio. São cerca de 180 metros de construção de um salão com banheiros e cozinha. A proposta é emprestar o espaço para a comunidade e, assim, integrá-la com os moradores do Lar, que poderão ter contato com mais pessoas. “Graças a Deus, hoje, nossas contas estão equilibradas. O que nossos idosos mais precisam neste momento é de carinho e atenção; de serem ouvidos e de conviverem”, comenta Daniel.

O Centro de Convivência ‘Marco Antônio de Carvalho’ – ‘Catõe’ – também abrigará aos domingos o tradicional forró que acontece no Lar, envolvendo os idosos e a comunidade. O nome faz homenagem a um dos internos entusiasta do evento.

“Os idosos não sabem o motivo de estar aqui, mas nós sabemos o nosso: fazer eles felizes”, conclui Luciano Geraldo Andrade, funcionário do Lar.