Confrade experimentou duas vocações cristãs e se encontrou na leiga

O (a) cristão (a) é convidado (a) a servir a Igreja de diversificadas formas. Pode ser sacerdotal e diaconal (para os homens), religiosa e leiga, a exemplo dos vicentinos.

Os confrades e consócias são leigos, ou seja, não receberam o sacramento da Ordem. Isto não os diminui. Muito pelo contrário. Seja consagrada ou não, cada pessoa tem um papel muito importante no projeto de construção do ‘Reino de Deus’. Uns trabalham ‘conduzindo o rebanho’, outros sendo conduzidos e praticando o Evangelho em família ou na sociedade.

O importante é encontrar uma forma de professar o cristianismo. Por exemplo: o confrade José Francisco Godinho (79), membro da Conferência Nossa Senhora do Rosário, em Passos, acreditava que a vocação dele era o sacerdócio. Com o tempo, percebeu que podia servir a Cristo sendo leigo, casado e com filhos. Tornou-se um vicentino.

José Francisco esteve no Seminário entre 1953 e 1959. Foi quando ficou órfão de pai e decidiu sair para trabalhar e ajudar a mãe com os filhos pequenos. A intenção era voltar dois anos depois. O que não aconteceu. “Não era a minha vocação”, afirma.

Ele se casou com Nilda. Tem três filhos e dois netos. Hoje é um professor aposentado e muito feliz com a escolha feita. “Eu já fui catequista, sempre dei palestras na Igreja e me tornei vicentino. Não servi à Igreja enquanto padre, mas continuo a servindo enquanto leigo”.

Já presidiu um orfanato e, atualmente, se dedica ao trabalho vicentino. “A SSVP foi um acréscimo em minha vida”, conclui.

 

Fonte: Redação do CM Formiga