Reflexão sobre a ‘Parábola dos Talentos’ na formação vicentina

A Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30) me incomoda muito... Deixa-me com uma “dor de consciência” muito forte!

Reconheço que não recebi nem cinco, nem dois talentos, pois não tenho o dom de escrever por mim mesmo, nem falar “palavras minhas”.

Mas tenho o receio de que no dia da “prestação de contas”, eu serei questionadoda seguinte forma:

“Tudo bem, senhor Rafael, que você não recebeu o dom de escrever por si mesmo, nem falar “palavras suas”, mas você  recebeu muitos ensinamentos! Você  tinha revistas, livros, apostilas e tantos outros materiais que recebeu de graça, sem nenhum esforço seu! Você não tinha computador e celular?!?! Então, por que você não utilizou o “e-mail” e o “whatsapp” para REtransmitir tantos  ensinamentos que recebeu?!?!?!”.

E ainda:

“Em vez de ‘passar pra frente’ esses ensinamentos, você – com medo de incomodar as pessoas – preferiu deixá-los ‘engavetados’!  Você, Rafael, fez como aquele empregado que, ao receber apenas um talento, foi ‘enterrá-lo’!  E agora, senhor Rafael?!?!?!?!  Agora, não há mais nada a ser feito...”.

Queridos confrades e consócias, é por isso que, de vez em quando, a gente incomoda vocês ao repassar alguns ensinamentos que, em nosso ponto de vista, muito nos ajudam em nossa sublime missão de “servir e evangelizar aos Pobres”.

     E, caso você diga: “já estou cansado(a) de conhecer estes ensinamentos”, podemos nos lembrar que “os Romanos diziam que os bons ensinamentos devem ser repetidos para que fiquem bem gravados!” (ensinamento transmitido pelo confrade Hélio Pinheiro, por meio do “Boletim Brasileiro”).

E penso que poderíamos acrescentar: [...] e que, com a graça de Deus e nosso esforço, possamos colocá-los em prática.

Que o Divino Espírito Santo continue nos iluminando em nossa sublime missão!

  

    

Confrade Rafael José de Barros

Conselho Central de Passos